Sobre falar de moda | BEDA#12

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Quando criei o blog, quase um ano atrás, eu pensei em vários temas para colocar aqui, e moda era um deles. Eis que, até hoje, nunca falei sobre isso. A verdade é que comecei a me interessar pelo assunto a uns anos atrás, a fuçar a internet sobre blogs e perfis de moda no Instagran. Super curti, achava o máximo ver os looks, as novidades e as combinações. Só que aconteceu que de repente tudo começou a me causar um certo desconforto. Bem, falar sobre moda na minha humilde opinião era divertido, explorar as novidades e o que você pode fazer com aquelas muitas peças. Só que não é bem assim que tenho visto por aí.

A verdade é que quanto mais eu procuro o assunto moda mais eu encontro ditaduras da beleza. Ui! Que termo forte! Mas Augusto Cury foi bem implacável quando colocou esse título. Eu meio que fico cansada de ver as meninas falando o que deve e o que não deve usar. Não quero ser antiética pra falar do trabalho do outro, mas, caramba, como assim dizer que eu não posso usar determinada peça?

O que eu mais tenho gostado da moda ultimamente é a diversidade. O eu poder combinar estampas diferentes e cores. Essa liberdade de ser você mesma. Então qual é de ficar ditando o que eu posso ou não posso?

Tá bom, eu concordo plenamente que determinados cortes e modelos deixam mais elegante, deixam mais gorda/magra, alta/baixa, que valorizam tal parte do corpo e muitos blablablas. Sei disso. Mas e se eu não me importar com isso? Acho legal saber quando eu quiser aparentar alguma coisa, ok. Pronto!

Sinceramente, vi uma vez dizendo que baixinhas não podem usar XYZ porque elas aparentam ser mais baixas do que já são. Alo-ou! E se eu quiser ficar baixinha? Adoro ser pequena, combina com meu jeito de ser e ponto! O dia que eu quiser parecer mais alta uso essas dicas. Cheguei a ler que depois dos 30 tinha que jogar XYZ na lata do lixo. Não quero, ué. Eu gosto dessa peça.

Só acho que a gente tem que saber os momentos certos. Não vou trabalhar vestida de frufrus pois sei que não vão me dar crédito, preciso impor certo respeito. Mas eu não trabalho fora 24hs por dia, né.

Desabafos a parte, sangue fervendo e bem cansada disso tudo gosto de dizer que o legal de falar de moda é a capacidade de ousar. Seu look diz muito de você, a roupa que você usa pode dar cola do que está passando, sentindo e até de quem é. Cada um tem seu jeito, seu estilo e de fato precisamos respeitar mais. Dar uns toques é legal, ajuda bastante, obrigada, mas cada um segue sua moda como sua cabeça pede.

Tem gente que tem seu próprio estilo, tem gente que não esquenta cabeça pra moda. E aí? Já conversou com ela?

Obrigada minhas amigas blogueiras de moda pelas dicas, respeito o trabalho de cada uma de vocês e curto bastante os looks, pego ideias e talz, mas, por favor, não ditem regras pra mim #migasuaruim

Meu blog vai falar de moda, sim! Dicas e peças pra quem quiser se inspirar, ousar. E nada caro, ok! Estamos em crise rs…

Aguardem posts de moda

Perdoem-me o desabafo, agora estou preparada para falar sobre moda.

Obrigada

De nada

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Em um relacionamento sério comigo mesma

Mês de Junho, mês dos namorados, todo mundo no só love e eu aqui sozinha. HAHA, sozinha, não: solteira!!!!

Bons anos atrás eu era uma tristeza só: todo mundo namorando, feliz e apaixonado, fazendo cartinhas e dedicatória para os amores e eu ficava olhando. Tive amores mal amados, paixões não correspondidas, coração partido e relacionamento que insisti mas não foi pra frente, não tinha jeito, o que não é para ser não vai ser e ponto final.

Muitos me perguntavam: vocês está procurando? Minha vontade era de gritar: SIIIIM, mas não acho. O que mais me doía. Quem já leu a saga Crepúsculo? Lembram de um capítulo que o Jacob ficava andando pelas ruas em busca de um imprint? Era desse jeito que eu era. Onde ia olhava para todos os lados procurando um namorado. Todos os garotos que via pensava se um deles seria minha alma gêmea.

Resultado? continuei solteira rs!! Chorava e me sentia o pior ser humano do mundo. Ficava me perguntando o que tinha de errado em mim que ninguém me queria.

Mas uma coisa eu não percebia: quanto mais eu procurava, mais eu conversava, mais conhecia gente e, por incrível que pareça, menos amigos eu fazia. Deixava um monte de coisas para trás porque achava que podia estar perdendo alguma oportunidade.

Tudo mudou quando comecei a viajar com as amigas, a sair, malhar e resolver escrever meu livro. Comecei a trabalhar e conheci MUITA gente. Muitas histórias de amores verdadeiramente mal amados, não apenas corações partidos como vidas partidas, dívidas, noites mal dormidas e uma série de problemas.

Os casais só love começaram a diminuir ao meu redor e os casais só fight apareceram. Ouvi muita gente dizer que eu devia ser feliz e aproveitar de verdade minha vida. Ouvi histórias absurdamente tristes de mulheres que sofreram horrores com seus maridos, que tiveram a autoestima no chão e ficou bem claro pra mim que contos de fadas não existiam. Ainda conheço muuuuitos casais felizes e sou feliz junto com eles.

Mais tarde conheci outras solteiras e percebi que isso é a coisa mais natural do mundo. Devagar fui deixando de procurar um namorado, fui seguindo minha rotina, conhecendo um bando de gente nova, fazendo grandes amizades, muitas viagens e deixando minha autoestima crescer gigantescamente, o que faz minha mãe às vezes me chamar de narcisista HAHA!!!

Sou independente, faço minhas escolhas, tenho uma rotina que amo, compro o que gosto, viajo quando posso (queria muito dizer quando quero), tenho uma coleção de amigos maravilhosos, uma família linda, uma cachorra perfeita e não, não sinto falta de um namorado. Minha felicidade é interna e não depende de ninguém. Há pessoas que casam e outras que não, isso faz parte da vida.

Estou vivendo meu sonho de ser escritora, isso me satisfaz e me faz ser inteira, completa. Minha paixão é estar no meio das pessoas, poder desbravar o mundo. E é isso que estou vivendo.

Se por acaso aparecer um rapaz que valha a pena e que eu ame e seja correspondida e, claro, aceite e acompanhe minha carreira, que ótimo, será muito bem vindo. Se não, ótimo, sou completa. Sou feliz.

Obrigada!

De nada!

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Afinal, o que nós queremos?

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Bem, eu particularmente quero viver em paz! Quero andar na rua sem ouvir cantadas baratas. Sem o “gostosa”, “linda”, “delícia hein”, “que isso hein”, “ô saúde”! Quero ser olhada como um ser humano, que pensa, que ama, que tem sentimentos. Não como um objeto ambulante. Como uma casca.

Quero poder andar bem arrumada, com roupa da moda, maquiagem, perfumes e cremes sem ouvir comentários vazios como “vai aonde hein?”, “você é linda, maravilhosa”, “ui, abalô bangu”, “tá querendo o que hein”, “hum, hoje tem”, “dá uma voltinha!” ou o pior de tudo: “tá apaixonada”.

Quero poder dizer que sou solteira sem ser despejadas de perguntas que se resumem ao “Por que?”, “mas você é tão bonita!”, “deve estar sendo muito exigente”, “tá muito devagar hein menina” e pra piorar ficam olhos piedosos como se você estivesse com uma doença incurável, um problema sério a ser tratado e curado. Como se fosse um ET, um ser anormal ou pior de tudo: estivesse sofrendo e quisesse consolo. Alo-oou!! Eu sou feliz, será que é tão difícil assim entender isso? Ser solteira é a coisa mais normal da face da Terra.

Quero falar de moda e de demais coisas do universo feminino sem ser tachada como fútil, patricinha. Quero falar de coisas masculinas sem poder ser chamada de Maria Homem. Quero poder ter meus amigos-homens sem as pessoas pensarem besteira. Até porque e se tiver rolando alguma coisa? Somos adultos ora bolas!

Quero andar na rua sem medo. Passar em frente ao um bar, a uma obra sem passar constrangimento. E não me venha com a história de roupa porque já sofri isso com moletom e descabelada. Quero poder dirigir a noite sem me preocupar em acontecer alguma coisa com o carro e eu ter que ficar parada sozinha com alguma amiga sem saber o que fazer. Aliás, quero parar de ouvir piadinhas sobre mulher no trânsito.

Quero que todas as mulheres sejam respeitadas como seres humanos. Como falei lá em cima mesmo? Ah, sim: que pensam, que amam e tem sentimento. Não como objetos. Quero que as mulheres sintam isso, que não são esse objeto, não tenham medo de seus sonhos, se valorizem como ser humano, como competentes, capazes e merecedoras de uma vida melhor

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