Afinal, o que nós queremos?

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Bem, eu particularmente quero viver em paz! Quero andar na rua sem ouvir cantadas baratas. Sem o “gostosa”, “linda”, “delícia hein”, “que isso hein”, “ô saúde”! Quero ser olhada como um ser humano, que pensa, que ama, que tem sentimentos. Não como um objeto ambulante. Como uma casca.

Quero poder andar bem arrumada, com roupa da moda, maquiagem, perfumes e cremes sem ouvir comentários vazios como “vai aonde hein?”, “você é linda, maravilhosa”, “ui, abalô bangu”, “tá querendo o que hein”, “hum, hoje tem”, “dá uma voltinha!” ou o pior de tudo: “tá apaixonada”.

Quero poder dizer que sou solteira sem ser despejadas de perguntas que se resumem ao “Por que?”, “mas você é tão bonita!”, “deve estar sendo muito exigente”, “tá muito devagar hein menina” e pra piorar ficam olhos piedosos como se você estivesse com uma doença incurável, um problema sério a ser tratado e curado. Como se fosse um ET, um ser anormal ou pior de tudo: estivesse sofrendo e quisesse consolo. Alo-oou!! Eu sou feliz, será que é tão difícil assim entender isso? Ser solteira é a coisa mais normal da face da Terra.

Quero falar de moda e de demais coisas do universo feminino sem ser tachada como fútil, patricinha. Quero falar de coisas masculinas sem poder ser chamada de Maria Homem. Quero poder ter meus amigos-homens sem as pessoas pensarem besteira. Até porque e se tiver rolando alguma coisa? Somos adultos ora bolas!

Quero andar na rua sem medo. Passar em frente ao um bar, a uma obra sem passar constrangimento. E não me venha com a história de roupa porque já sofri isso com moletom e descabelada. Quero poder dirigir a noite sem me preocupar em acontecer alguma coisa com o carro e eu ter que ficar parada sozinha com alguma amiga sem saber o que fazer. Aliás, quero parar de ouvir piadinhas sobre mulher no trânsito.

Quero que todas as mulheres sejam respeitadas como seres humanos. Como falei lá em cima mesmo? Ah, sim: que pensam, que amam e tem sentimento. Não como objetos. Quero que as mulheres sintam isso, que não são esse objeto, não tenham medo de seus sonhos, se valorizem como ser humano, como competentes, capazes e merecedoras de uma vida melhor

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6 comentários sobre “Afinal, o que nós queremos?

  1. amandahillerman disse:

    Oi Pri, acho que o que você quer é o que todas nós queremos. Impossível não se identificar no seu texto, infelizmente começamos a passar por essas situações constrangedoras tão novinhas. Desejo um mundo melhor para as meninas das gerações que estão vindo, que passem bem menos por esses momentos. Precisamos de mais respeito.
    Beijos!!!
    Blog Amanda Hillerman

    Curtido por 1 pessoa

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